Pronúncia do R em inglês americano: por que ele não é o R do português

Por Alex Barros, intérprete simultâneo há 25 anos · atualizado em

Resumo: O R do inglês americano é uma consoante aproximante: a língua se aproxima do céu da boca, mas não encosta nele, não vibra e não raspa. Os lábios ficam levemente arredondados no começo da palavra, e o R também aparece depois de vogais (car, bird, here), onde o português brasileiro costuma fazer outro som ou nenhum. Este guia compara o R americano com os Rs do português, mostra a posição da língua e dos lábios, percorre o R no início, no meio e no fim das palavras, lista as palavras mais difíceis e traz um treino.

Se o TH é o som que os brasileiros mais temem, o R é o que mais denuncia o sotaque. Um brasileiro pode acertar todas as palavras de uma frase e ainda assim soar claramente brasileiro porque disse "háit" para "right" e "cá" para "car". Os dois erros são de R, e os dois têm o mesmo motivo: o R do português e o R do inglês americano são sons diferentes, produzidos por gestos diferentes.

O R americano também pesa na compreensão. Ele muda a cor da vogal anterior. Quem não treinou o ouvido para isso ouve "bird" e "bead" como palavras quase iguais, ou não percebe a diferença entre "heard" e "hard". Por isso o treino do R tem duas metades: aprender a produzir e aprender a ouvir.

Este guia trata do inglês americano. Em boa parte do inglês britânico padrão, o R não é pronunciado no fim de sílaba ("car" soa algo como "cá"), e isso é uma das diferenças mais conhecidas entre as variedades. O inglês americano pronuncia esse R, e é dele que o texto fala.

Os Rs do português e o R do inglês

O português brasileiro usa vários sons para a letra R, e o som depende da posição na palavra e da região do falante.

O R do inglês americano não é nenhum deles. Em termos técnicos, é uma aproximante. A língua forma um canal estreito e o ar passa sem atrito forte e sem vibração. A voz está ligada o tempo todo.

Há uma exceção interessante. O R retroflexo do interior paulista, quando produzido sem toque, é muito próximo do R americano. Quem tem esse sotaque costuma ter vantagem no R final de "car" e "for". Para os demais, o R americano é um som novo, e precisa ser construído.

Veja o contraste na prática.

Palavra Erro típico do brasileiro O que acontece
right "háit" o R inicial vira H
very "véri" com toque o R do meio vira toque de língua
car "cá" ou "cah" o R final some ou vira H
bird "béd" ou "bérdi" o R some ou ganha vogal
world "uóuld" o R some antes do L
three "tri" com toque o R vira toque, e o TH vira T

Atenção: as grafias entre aspas são aproximações para o ouvido brasileiro. Elas servem para mostrar o tipo de erro, não para ensinar o som. Para o som real, use sempre um áudio de falante nativo.

Como o R americano é produzido

Dois gestos de língua produzem um R americano reconhecível, e os falantes nativos usam um ou outro, às vezes sem saber qual. Os dois são aceitos.

R "agrupado" (bunched). A ponta da língua fica baixa ou relaxada, e o corpo da língua se ergue e se concentra em direção ao céu da boca, na região do palato. Os lados da língua tocam os dentes de trás de cima, os molares. A parte de trás da língua se recolhe um pouco.

R "retroflexo". A ponta da língua se curva para cima e para trás, sem tocar o céu da boca. Os lados da língua também tocam os molares de cima.

O que os dois têm em comum é o essencial.

  1. A língua não toca o céu da boca. Se tocar, vira D, L ou toque. Há sempre um espaço de ar.
  2. Os lados da língua tocam os molares de cima. Isso dá ao som seu formato fechado.
  3. A raiz da língua se retrai. A língua inteira parece recuar um pouco na boca, e a garganta fica um pouco mais estreita na parte de trás. Pense em "puxar a língua para trás", e não em "levantar a ponta".
  4. Há voz o tempo todo.
  5. Os lábios, no R inicial, ficam levemente arredondados e projetados, como em um "u" fraco. Esse arredondamento se atenua em outras posições.

Se você não sabe qual dos dois gestos usar, experimente os dois e fique com o que sai mais natural. Um modo de testar: diga "bird" segurando a vogal com R por dois segundos. Se o som é estável e parece um "ur" fechado, está certo.

Como chegar ao som: dois caminhos

Caminho 1, a partir do "ER". Diga "her" ou "bird" e prolongue a vogal. Esse som, que os dicionários escrevem /ɜːr/ (ou /ɝ/), é o R americano com função de vogal. Segure-o, sinta onde a língua está, e depois tente começar uma palavra com ele: "rrred", "rrright". É um caminho bom para quem tem o R inicial vibrante ou aspirado.

Caminho 2, a partir do W. Diga "wood" e perceba o arredondamento dos lábios. Mantenha o arredondamento e recue a língua, sem tocar o céu da boca. A sensação deve ser a de um "w" com a língua puxada. Esse caminho ajuda no R inicial.

Para conferir sem espelho: o R americano não deve ter nenhum toque. Se a ponta da língua bate em algum lugar, houve toque. Prolongue o som por três segundos. O R americano pode ser prolongado sem mudar, o que não acontece com o toque do R de "caro".

R no início da palavra

O R no início tem lábios arredondados e a língua em posição de R desde o início. O erro típico é o H: "right" dito como "háit". O corpo do R, nesse caso, está na garganta, não na língua.

Palavras de treino: red, run, right, rain, room, road, ready, real, reason, report, result, review, remember, repeat, research, restaurant, rice, rich, ride.

Alguns pares que ajudam o ouvido e a boca.

R W L
red wed led
right white light
read weed lead
rate wait late
row woe low
rip whip lip

Nesses trios o R compartilha o arredondamento dos lábios com o W. A diferença para o L é que, no L, a ponta da língua toca a gengiva atrás dos dentes de cima. No R, ela não toca nada. A diferença para o W é que, no W, o gesto principal é dos lábios. No R, a língua também trabalha: ela se recolhe.

Palavras com R depois de outra consoante têm o mesmo gesto: "brown", "green", "free", "pray", "grow", "cry", "drive", "street". O R não muda de natureza, apenas se encadeia. Em "tr" e "dr", como em "tree", "train", "drive" e "dream", o T e o D soam mais próximos de "tch" e "dj" por causa do R que vem logo em seguida. Isso é um fenômeno comum no inglês americano e não precisa ser forçado: ele acontece sozinho quando a língua se prepara para o R.

R entre vogais

No meio da palavra, o brasileiro tende a fazer o toque de "caro". Em "very", "sorry", "story", "carry", "area", "hurry", "marry", o R americano permanece uma aproximante, sem toque.

Palavras de treino: very, sorry, story, carry, area, hurry, marry, parent, zero, hero, mirror, direction, sorry, around, arrive, borrow, tomorrow.

Um ponto importante, que costuma confundir. O toque da língua, aquele de "caro", existe no inglês americano, mas é outro som: é o Flap T de "water" e "better". Quando a transcrição do guia sobre Flap T escreve "uóRer", o R maiúsculo representa esse toque, que é uma aproximação para o ouvido brasileiro. O som do R de "very" não é esse toque. Em "very", a língua se mantém na posição de R, e a vogal seguinte começa dali.

Duas palavras como "berry" e "belly" são um bom teste: "berry" tem o R aproximante, sem toque, e "belly" tem o L com a ponta da língua na gengiva. O brasileiro que produz um toque nas duas vai fazê-las soar iguais.

Vogal mais R: car, bird, here

Aqui está a parte do R que mais pesa na pronúncia e a que mais difere do português. Em inglês americano, o R depois de vogal não é uma consoante separada, colocada ao final. Ele colore a vogal. O resultado se chama vogal "com cor de R" (r-colored vowel).

Os principais grupos de vogal mais R.

Grupo Exemplos Som aproximado
/ɑːr/ car, start, large, party, hard "a" aberto com R
/ɔːr/ for, door, more, short, morning "ó" com R
/ɜːr/ bird, her, work, turn, first, learn "ér" fechado, vogal e R fundidos
/ɪr/ here, near, beer, year, clear "i" com R
/ɛr/ air, care, there, where, share "é" com R
/ʊr/ sure, tour, pure, poor "u" com R
/aɪr/ fire, tired, hire "ai" com R
/aʊr/ hour, our, flower "au" com R

Em palavras como "fire", "hour" e "flower", a sequência pode ser dita em uma ou duas sílabas, dependendo do falante. Não há erro em nenhuma das duas formas.

O gesto é este: a língua começa na posição da vogal e, durante a vogal, se move para a posição do R. Não existe um ponto de corte entre a vogal e o R. O som se transforma de um para o outro. Por isso "car" não é "ca" mais "r", e sim um som contínuo que termina com a língua recolhida.

Os erros do brasileiro nesse grupo são quatro.

  1. Eliminar o R. "Car" vira "cá", "for" vira "fó". Mudança de vogal, perda do R.
  2. Trocar o R por H. "Car" vira "cah". Aparece no sotaque carioca e de outras regiões.
  3. Acrescentar uma vogal depois do R. "Car" vira "cári" ou "cáru". O R deve ser o último som, sem vogal depois dele.
  4. Fazer o toque. "For" vira "fo-r" com um toque curto. O R deve ser prolongável.

Para o ouvido, o contraste útil é entre vogais com e sem R. Pares como os seguintes ajudam.

Sem R Com R
bead bird
cot cart
hot hurt
pot port
law lore
sit sir

Em "bird", o corpo da língua já está em posição de R desde o início da vogal, e é esse recolhimento que o ouvinte americano reconhece. Em "bead", a língua está na frente e alta, e a vogal é clara.

O R no final da palavra

No final de palavra, o R não é uma consoante que "soa a mais": ele é o fecho da vogal. Palavras: car, bar, far, star, door, floor, four, more, store, her, were, after, never, water, teacher, number, doctor, here, there, where, year, near, sure, hour.

Um caso especial: o "er" não acentuado do final de palavras, como em "teacher", "never", "water", "after", "number" e "doctor". Ali o som é um /ɚ/ curto, uma vogal reduzida com cor de R. Ele soa como um "êr" curto, sem força, em que a língua assume a posição de R rapidamente. O brasileiro costuma dizer "tícha" ou "tíchêr" com um "e" aberto. A saída é terminar a palavra com o recolhimento da língua, sem vogal depois.

Para treinar, faça a palavra devagar, mantenha a língua em R por um segundo e só então solte.

Quando a palavra seguinte começa com vogal, o R final é ligado a ela: "far away", "her office", "after all", "car is". Na fala conectada, o R passa para a sílaba seguinte: "fa-ra-wei". Já diante de consoante, o R permanece no fim da sílaba: "her car", "far from".

Palavras difíceis

Algumas palavras concentram dificuldades e merecem treino à parte. As abaixo estão corretas e são de uso comum. Escolhi aquelas em que o R aparece em posição difícil, perto de outros sons que atrapalham a língua.

World (/wɜːrld/). A vogal com R, e logo a seguir um L. A língua precisa sair da posição de R para a de L, que toca a gengiva, sem inserir vogal entre os dois. O erro frequente é "uóuld" (sem R) ou "uórildi" (com vogais a mais). Treine em três etapas: "wɜːr", depois "wɜːrl", depois "wɜːrld".

Girl (/gɜːrl/). Mesma dificuldade: R seguido de L, em uma sílaba só. A solução é a mesma de "world".

Library (/ˈlaɪbrɛri/). Dois Rs na mesma palavra, um depois do B e outro entre vogais. O erro comum é omitir o R do grupo BR, dizendo "laibéri". Muitos falantes nativos também fazem isso na fala rápida, mas a forma com os dois Rs é a padrão. Fale em partes: "lai", "bre", "ri".

Squirrel (/ˈskwɜːrəl/). Uma das palavras mais difíceis do inglês para quase todo estrangeiro: um grupo de três consoantes, uma vogal com R e um L final. Não é uma palavra de reunião, mas é um bom exercício de coordenação.

Particularly (/pərˈtɪkjələrli/). Tem dois Rs e termina em "rly". Praticamente todo mundo reduz algo na fala rápida. O treino está no final: "lerli", com a língua indo do R para o L e para o I.

Rural (/ˈrʊrəl/). R no início, vogal com R, depois L. Uma pequena prova de resistência.

Thursday (/ˈθɜːrzdeɪ/). O TH inicial, a vogal com R e o grupo "zd". É uma boa ponte com o guia sobre TH.

Error (/ˈɛrər/), terrible (/ˈtɛrəbəl/), arrive (/əˈraɪv/), surprise (/sərˈpraɪz/), restaurant (/ˈrɛstərɑnt/ ou /ˈrɛstrɑnt/): palavras de uso corriqueiro em que o R aparece em posição que o brasileiro costuma tratar como toque.

Sobre "February": a palavra tem duas pronúncias comuns, /ˈfɛbruˌɛri/ e /ˈfɛbjuˌɛri/. As duas são usadas por americanos. Não há necessidade de escolher a segunda para soar natural.

R em frases

Como sempre, o som só é útil se funcionar na fala. Leia as frases abaixo, devagar, depois no ritmo normal, e observe a língua. Em cada uma, o R aparece em posições diferentes.

  1. "The report is ready for review."
  2. "I'm sorry, but I'm really tired."
  3. "Her work was great, and the boss was proud of her."
  4. "We arrived early and ordered dinner."
  5. "The girl in the red shirt is my daughter."
  6. "Our car is parked on the street, far from here."
  7. "That's a very rare error."
  8. "I read the article around four."
  9. "There's a library near the airport."
  10. "The world is changing, and the market is, too."

Nas frases 3 e 6, o R final de "her", "our", "car" e "far" é seguido por consoante, e o R permanece no final da sílaba. Na frase 8, "article" e "around" mostram o R no meio e no começo. Na 9, "library" e "airport" juntam R inicial de grupo, R entre vogais e vogal mais R.

Erros comuns

  1. R inicial com H. O R vira "h". Use o caminho a partir do W, com os lábios arredondados.
  2. Toque no R do meio. "Very" com toque do "caro". Mantenha a língua em posição de R, sem bater.
  3. Perder o R final. O R não deve ser omitido. Um R silencioso muda a vogal e o ritmo.
  4. Pôr vogal depois do R final. "Car-ri". O R encerra a palavra.
  5. Tocar o céu da boca. A língua encosta, e o som vira D, L ou toque. Deixe um espaço de ar.
  6. Projetar demais os lábios. Os lábios arredondam levemente; não precisam fazer um bico.
  7. Esquecer a voz. O R é sonoro. Um R sem voz soa como um sopro.
  8. Misturar os Rs. Usar o R americano em "right" e o R do português em "very". A consistência importa mais que a perfeição de cada palavra.
  9. Confundir com o Flap T. O R de "very" não é o toque de "water". Os dois gestos são diferentes.

Rotina de treino

A rotina leva de 10 a 15 minutos por dia. O ritmo de cada pessoa varia, e o guia não promete prazo.

Passo 1: encontrar o som (2 minutos)

Diga "her" ou "bird" e prolongue a vogal com R por cinco segundos. Sinta a língua recolhida, os lados nos molares, o espaço de ar entre a língua e o céu da boca. Se a ponta da língua bate em algum lugar, relaxe e tente de novo. Faça cinco repetições.

Passo 2: o R inicial (3 minutos)

A partir do arredondamento do W, produza "ra, re, ri, ro, ru" devagar. Em seguida use palavras: red, run, right, rain, room, road. Grave as seis palavras e ouça com atenção ao som inicial.

Passo 3: vogal mais R (3 minutos)

Escolha um grupo da tabela, por exemplo /ɑːr/ com car, start, large, hard, e diga cada palavra três vezes, prolongando a vogal com R. No dia seguinte, escolha outro grupo. Em uma semana, você terá passado por todos.

Passo 4: o R entre vogais e as palavras difíceis (3 minutos)

Alterne uma palavra de R do meio (very, sorry, story) e uma palavra difícil (world, girl, library). Treine as difíceis por etapas, como nos exemplos acima.

Passo 5: frases (3 a 5 minutos)

Leia duas ou três frases da lista, em voz alta. Uma vez por semana, grave todas e compare com um áudio de referência. Anote onde o R saiu como H, como toque ou desapareceu.

Dois lembretes. Ouvir antes de falar é regra: a imitação funciona porque o ouvido guia a boca. E o R é um som de articulação sutil, em que a língua trabalha sem tocar nada, o que torna difícil sentir o erro. Gravar e comparar compensa essa falta de sensação.

O guia sobre treinar pronúncia em inglês descreve a rotina geral de 15 minutos por dia, com plano de quatro semanas, e serve de moldura para este som.

Para onde ir daqui

A Pronúncia Inglespetacular tem 10 unidades e 1.900 exercícios de repetição com áudio de referência, do nível A1 ao B2, e trabalha o R com os mesmos princípios deste guia: som isolado, palavra, frase e fala conectada. A Introdução e a Unidade 1 são grátis.

Para treinar por conta própria, comece pelo Passo 1 e só avance quando o som se mantiver estável por três segundos. Depois, leia o guia sobre treinar pronúncia em inglês, o guia sobre o Flap T, que trata do toque da língua que não deve ser confundido com o R, e o guia sobre o TH, que ajuda nas palavras em que os dois sons se encontram, como "three" e "Thursday".

Eu escrevo e reviso. Se encontrar algo errado, avise.

Perguntas frequentes

O R americano é igual ao R caipira?

Não é igual, mas é próximo. O R retroflexo do interior de São Paulo é uma aproximante com a ponta da língua curvada, o que o aproxima de uma das formas do R americano. Quem tem esse R costuma ter facilidade com o R final em "car" e "for". O R americano tem ainda a retração da raiz da língua e o arredondamento dos lábios no início.

Preciso arredondar os lábios?

No R inicial, sim, um pouco: "red", "right", "run". Em outras posições, o arredondamento é menor. O que não pode é tensão ou bico.

Por que o R depois de vogal é importante em inglês americano?

Porque o inglês americano é "rotácico": pronuncia o R no final de sílaba. É isso que distingue "car" de "cah" e que diferencia o sotaque americano do britânico padrão, em que o R final geralmente não é pronunciado, a menos que seja seguido por vogal.

O R de "very" é o mesmo de "red"?

Em essência, sim: a mesma posição de língua. A diferença é o arredondamento dos lábios, mais evidente no início da palavra.

Como sei se estou tocando o céu da boca?

Prolongue o som por três segundos. Se ele muda no meio ou se você sente a língua bater, houve contato. O R correto se mantém estável.

Por que "girl" e "world" são tão difíceis?

Porque seguem o R com um L. A língua precisa sair do R, que não toca nada, para o L, que toca a gengiva, em um instante, e sem vogal no meio. O treino por etapas resolve isso.

Existe diferença entre o R de "car" e o de "bird"?

Há. "Car" vem com uma vogal aberta (/ɑːr/), e "bird" com uma vogal central (/ɜːr/). A posição final da língua, porém, é a mesma: a de R.

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