Inglespetacular Executive: para quem é, para quem não é e como saber se você está pronto

Por Alex Barros, intérprete simultâneo há 25 anos · atualizado em

Resumo: O Inglespetacular Executive é a linha de inglês por área de trabalho, hoje com 8 áreas: RH, Vendas, Marketing, TI, Consultoria, Compras e suprimentos, Financeiro e Atendimento ao cliente. Cada área tem um Journey (10 unidades, 70 lições, cerca de 480 termos) e um Speak (750 linhas de fala). Exige B1 completo, tem preço informado na página de cada curso e tem a Introdução e a Unidade 1 grátis. Este guia diz para quem serve, para quem não serve e como medir o seu nível antes de pagar.

Em 25 anos de cabine, aprendi que o inglês de uma reunião depende menos do tamanho do vocabulário e mais de ter o vocabulário certo para aquela sala. Interpretei reuniões de crédito, de fusão, de tecnologia, de pessoas. Em cada uma, as palavras que decidiam a conversa eram diferentes. O mesmo profissional que se saía bem numa conversa de corredor travava quando o assunto virava "covenant", "headcount" ou "pipeline".

O Executive nasceu dessa observação. Em vez de um curso único para todo mundo, cada área de trabalho tem o seu, com o vocabulário e as situações que aquela profissão usa de verdade. Este texto explica como o Executive funciona, o que cada curso contém, quem deve comprar, quem deve esperar e como descobrir em que ponto você está. Não é um texto de convencimento. Se o curso não servir para o seu momento, prefiro que você saiba antes de pagar.

O que é o Executive

O Executive é inglês organizado por área de trabalho. Cada área tem um curso próprio, escrito em torno das situações em que um profissional daquela função usa o idioma: as reuniões, os e-mails, as negociações, as apresentações, as conversas difíceis. As oito áreas existentes hoje são:

Não é um curso de base. Ele parte do princípio de que você já tem uma estrutura de inglês funcionando e acrescenta por cima o vocabulário e as situações da sua profissão. Essa decisão é deliberada e tem custo: quem não está no ponto de partida não consegue aproveitar o curso, e vou explicar logo adiante como saber se é o seu caso.

A lógica é a mesma que uso no meu trabalho. Uma conferência exige preparação específica. Ninguém entra na cabine para interpretar um painel sobre derivativos com o glossário de turismo. O curso de área é a versão estudantil dessa preparação: um conjunto fechado de termos e situações, estudados antes de você precisar deles.

Os dois componentes: Journey e Speak

Cada área do Executive tem dois cursos, com funções diferentes.

O Journey é o percurso de aprendizagem. Em cada área, são 10 unidades e 70 lições, e cerca de 480 termos da área. É nele que o vocabulário e as situações são apresentados, com explicação e demonstração. O formato é baseado em áudio, porque língua é som e porque o profissional que usa inglês no trabalho precisa reconhecer a palavra falada, e não só escrita.

O Speak é a parte de prática de fala. São 750 linhas para você dizer em voz alta, organizadas na lógica de situação, pergunta e resposta. É o treino do reflexo: o termo que você entendeu no Journey passa a sair da boca dentro de uma conversa. Se você quer entender a diferença entre os dois com mais detalhe, escrevi um guia específico sobre Journey ou Speak: por onde começar.

Journey Speak
Função Apresentar vocabulário e situações da área Treinar a fala em voz alta
Tamanho em cada área 10 unidades, 70 lições, cerca de 480 termos 750 linhas de fala
Formato Lições em áudio Situação, pergunta e resposta
Nível exigido B1 completo B1 completo
Grátis Introdução e Unidade 1 Introdução e Unidade 1
Preço Na página do curso Na página do curso

Os números são os mesmos para as oito áreas. Isso facilita a comparação e evita o truque de vender uma área "completa" ao lado de outra "resumida". O que muda de uma área para outra é o conteúdo, e não o tamanho.

Uma observação sobre os 480 termos. Quando digo "cerca de 480", é cerca de 480: é uma ordem de grandeza honesta, e não uma contagem que eu queira transformar em argumento de venda. O valor do curso não está em quantos termos tem, mas em estarem dentro de situações de trabalho, em frases que você poderia dizer ou ouvir numa reunião de verdade.

Por que exigimos B1 completo

O Executive exige B1 completo. Não é detalhe comercial nem filtro de marketing. É a condição para o conteúdo funcionar.

No quadro europeu de referência para línguas, B1 é o nível intermediário de partida. Na prática, quem está no B1 consegue acompanhar uma conversa direta sobre assuntos familiares ou de trabalho, escrever um texto simples e conectado, e explicar um problema sem travar a cada frase. Não é fluência. Quem está no B1 ainda erra, ainda procura palavra, ainda pede que o outro repita. Mas já tem a estrutura que permite pendurar vocabulário novo.

O motivo da exigência é simples. Um curso de área ensina palavras e situações da profissão. Se você ainda está lutando com o presente simples, com perguntas básicas ou com a diferença entre "did" e "has", vai gastar a energia da lição na gramática e vai sobrar pouco para o termo novo. A frustração é previsível, e eu prefiro avisar antes a cobrar depois.

A palavra "completo" também importa. B1 incompleto, aquele em que você se vira em algumas situações mas tem lacunas grandes em outras, costuma aparecer como um problema sutil: o curso parece fácil nas primeiras lições e difícil de repente numa unidade que exige uma estrutura que você nunca consolidou. Se esse é o seu caso, vale reforçar a base primeiro.

Para quem é

O Executive é para o profissional que já se vira em inglês geral e precisa do inglês da própria área. Vejo com frequência quatro perfis.

O profissional de multinacional. Fala com a matriz, participa de reuniões globais, lê comunicados em inglês. O inglês geral dele é razoável, mas trava no vocabulário da função. É o perfil mais comum.

O profissional que mudou de área ou de empresa. Estudava inglês para viagem e conversação, e agora a vaga exige reuniões e relatórios em inglês na função nova. Precisa de vocabulário de área em pouco tempo, mas sem ilusão: o ritmo continua sendo o seu.

O candidato a uma vaga internacional. Tem boa experiência técnica, mas as entrevistas e o dia a dia da vaga serão em inglês. Quer chegar à conversa conhecendo o jargão da área.

O profissional que atende ou negocia com estrangeiros. Em vendas, compras, atendimento ou consultoria, o inglês aparece em conversas com clientes e fornecedores de fora. A precisão do termo e o tom da frase pesam diretamente na relação.

O que esses perfis têm em comum não é cargo nem idade. É que o inglês geral deixou de ser o problema, e o problema passou a ser o inglês da função.

Para quem não é

Vale ser igualmente claro sobre o outro lado.

Quem ainda não tem base. Se você está começando, voltando do zero ou ainda confunde estruturas básicas, o Executive não é o ponto de partida. O caminho é consolidar a base antes, com um curso geral, e voltar ao Executive depois. Fazer o contrário gasta dinheiro e deixa a impressão errada, a de que o curso é difícil, quando o que faltou foi o degrau anterior.

Quem procura inglês de viagem ou de conversação social. O Executive trata de situações de trabalho. Pedir um prato, reservar um hotel e puxar assunto numa festa não são o foco.

Quem espera resultado garantido. O curso oferece material, estrutura e volume de prática. Não promete fluência, não promete prazo, não promete promoção nem aumento. Ninguém controla isso, e quem promete está vendendo outra coisa.

Quem não vai falar em voz alta. O Speak só funciona se você falar de verdade. Se o seu contexto de estudo não permite falar, por exemplo um ambiente sempre ocupado e sem um momento sozinho, o aproveitamento cai. Isso tem solução, mas é preciso pensar nela antes.

Quem quer uma área que ainda não existe. Hoje são oito áreas. Se a sua função não está na lista, o curso mais próximo pode servir em parte, mas não vou dizer que cobre o que não cobre.

Como saber se você está no B1

É a pergunta que mais importa antes da compra. Três caminhos, do mais simples ao mais confiável.

O primeiro é o teste de nivelamento do site, em /nivelamento/. Ele dá uma indicação inicial do seu nível. Serve como ponto de partida, e não como diploma.

O segundo é uma autoavaliação com situações concretas. Pergunte a si mesmo, com honestidade:

  1. Consigo entender o essencial de uma conversa direta em inglês sobre trabalho, se a pessoa fala em ritmo normal e sem sotaque difícil?
  2. Consigo escrever um e-mail simples, de cinco ou seis frases, sem traduzir palavra por palavra do português?
  3. Consigo contar, em inglês, o que fiz ontem e o que pretendo fazer amanhã, usando passado e futuro sem travar?
  4. Consigo explicar um problema simples a alguém, mesmo errando e procurando palavras?
  5. Quando não entendo, consigo pedir que repitam ou expliquem de outro jeito?

Se você respondeu sim às cinco com alguma folga, é provável que esteja no ponto de partida. Se hesitou em duas ou mais, o mais prudente é reforçar a base primeiro.

O terceiro caminho é o teste mais fiel de todos: a Unidade 1. A Introdução e a Unidade 1 são grátis em cada curso do Executive. Faça a Unidade 1 da sua área. Se ela flui, com esforço normal de quem aprende, o curso serve. Se você passa a maior parte do tempo tentando entender a estrutura das frases, e não o vocabulário novo, é sinal de que o nível ainda não chegou. Esse sinal é mais útil do que qualquer nota de teste, porque vem do próprio material.

O que você paga e o que é grátis

Os fatos, sem rodeio.

Cada curso tem o preço informado na página dele. Isso vale para o Journey e para o Speak de cada área, separadamente. A Introdução e a Unidade 1 são grátis em todos os cursos, com cadastro, e permitem avaliar o material antes de pagar. A partir da Unidade 2, o conteúdo é pago.

Quem compra apenas o Journey vê, depois da Unidade 1, a oferta do Speak com desconto. O valor do desconto ainda não foi definido, então não cito número. Escrevi sobre a decisão entre comprar um curso só ou os dois em outro guia, sobre combo ou curso separado.

Ao concluir um curso, o certificado de conclusão fica disponível na sua conta. Ele atesta que você terminou o curso. Não é diploma, não é exame de proficiência e não tem reconhecimento oficial. Digo isso sem rodeio porque é o tipo de coisa que os cursos costumam deixar nebulosa, e não quero que você descubra o limite do certificado só depois de apresentá-lo a alguém.

As oito áreas, uma a uma

Cada área tem os seus temas e a sua linguagem. Descrevo o tipo de situação que costuma pesar em cada uma. É uma descrição da profissão, e não uma lista das unidades, que você confere abrindo a Introdução e a Unidade 1 de cada curso.

Recursos Humanos. O inglês de RH lida com pessoas, dinheiro e risco jurídico. Termos como "severance", "notice period" e "total compensation" não têm equivalente exato no Brasil, e o erro de vocabulário muda o que a matriz entende. Escrevi um guia específico sobre curso de inglês para RH.

Vendas. Prospecção, apresentação, negociação, objeção, fechamento. O vendedor depende de tom e de precisão ao mesmo tempo, e conversa de preço é onde o vocabulário mais pesa.

Marketing. Briefing, campanha, métricas, posicionamento, relação com agência. É uma área em que muito jargão vem direto do inglês, o que dá uma falsa sensação de domínio.

TI. Incidentes, arquitetura, planejamento, reuniões diárias de equipe, conversa com fornecedor. A área tem muito vocabulário técnico em comum com o português, mas é nas conversas de coordenação, quando algo quebra, que o inglês de verdade aparece.

Consultoria. Diagnóstico, proposta, apresentação de achados ao cliente, condução de workshop. O consultor vive de explicar com clareza, e o inglês dele precisa ser estruturado.

Compras e suprimentos. Cotação, negociação com fornecedor, condições de pagamento e de entrega, prazos. É área em que a ambiguidade custa dinheiro direto.

Financeiro. Fechamento, orçamento, projeção, relatório, conversa com auditoria e com a matriz. Números ditos em inglês pedem técnica própria, e a precisão dos termos contábeis e financeiros é indispensável.

Atendimento ao cliente. Receber o problema, entender, resolver, escalar, registrar. O tom pesa tanto quanto o vocabulário, porque a frase certa acalma e a frase errada irrita.

Uma ressalva importante. Descrevi o espírito de cada área, mas o que cada curso contém, unidade por unidade, você deve conferir na página da área e na própria Unidade 1. Não quero que um resumo meu substitua o que o material realmente entrega.

Como escolher a sua área

Para a maioria das pessoas a escolha é óbvia: a área em que você trabalha. Mas há três situações em que vale pensar um pouco mais.

Você faz mais de uma coisa. Quem trabalha em uma empresa pequena costuma acumular funções. Escolha a área em que o inglês é mais exigido no seu dia a dia, aquela em que você tem mais reuniões, mais e-mails ou mais conversas com estrangeiros. Comece por ela.

Você está mudando de área. Escolha a área para onde vai, e não a de onde veio. O vocabulário da área nova é o que falta. Só tome cuidado com o nível: a mudança de área já é um esforço, e o inglês não pode ser um segundo obstáculo.

Você trabalha com alguém de outra área. Vendas e Marketing, Compras e Financeiro, TI e Atendimento conversam muito entre si. O vocabulário de uma área ajuda a entender a outra, mas não substitui. Comece pela sua e deixe a vizinha para depois, se fizer sentido.

Um erro comum é escolher pela área que "parece mais prestigiosa" ou por qual vocabulário parece mais interessante. O curso serve se for o inglês que você vai usar na segunda-feira.

Como aproveitar o curso

O Executive não faz milagre. Faz o que um material bem organizado pode fazer, e o resto depende de como você usa. Algumas orientações práticas.

Estude a partir do seu trabalho real. Antes de abrir uma unidade, pense na reunião ou no e-mail da semana. O termo que você vai precisar na quinta-feira fixa mais rápido do que o termo abstrato.

Fale em voz alta no Speak. Ler as respostas em silêncio não treina o reflexo. A habilidade de falar é motora, e se constrói falando.

Faça sessões curtas e regulares. Quinze a vinte minutos por dia rendem mais do que duas horas esporádicas. Regularidade pesa mais do que o método.

Registre o que você erra. Uma lista curta dos termos que você trocou ou esqueceu é mais eficiente do que revisar tudo.

Use o que aprendeu cedo. Tente usar o termo novo num e-mail real ou numa reunião real dentro de poucos dias. O vocabulário que nunca sai do curso evapora.

Nada disso é promessa de resultado em prazo determinado. Ritmos variam. Quem faz um pouco todo dia avança mais do que quem faz muito de vez em quando, e isso é verdade para qualquer curso.

Executive em equipe

Algumas empresas me perguntam se o Executive serve para uma equipe inteira. Serve como opção, e a área é a unidade natural de escolha: uma equipe de Compras faz o curso de Compras, uma equipe de Financeiro faz o de Financeiro. Se for o seu caso, o ponto de partida é o guia sobre curso de inglês para empresas e a página /empresas/, onde as condições são tratadas sob consulta.

Para onde ir daqui

Se você já sabe a sua área, abra a página dela em /cursos/executive/, faça a Introdução e a Unidade 1 grátis e decida depois. Se não sabe o seu nível, comece pelo teste de nivelamento. Se está em dúvida entre Journey e Speak, leia o guia sobre por onde começar.

Se o seu nível ainda não chegou ao B1, o mais honesto que posso dizer é que vale esperar e fortalecer a base antes de comprar um curso de área. O dinheiro rende mais quando o curso encontra você no ponto certo.

Eu escrevo e reviso. Se encontrar algo errado, avise.

Perguntas frequentes

Preciso mesmo do B1 completo?

Sim. É a condição para o curso funcionar. Se não tiver certeza do seu nível, faça o [teste de nivelamento](/nivelamento/) e depois confirme com a Introdução e a Unidade 1 grátis. Se a Unidade 1 estiver pesada demais na parte da língua, e não do vocabulário, o nível ainda não chegou.

Quanto custa o Executive?

Cada curso tem o preço informado na página dele. Isso vale para o Journey e para o Speak de cada área. A Introdução e a Unidade 1 são grátis, com cadastro, para você avaliar antes de pagar.

Posso começar pelo Speak sem fazer o Journey?

Pode. Se você já entende o vocabulário da área e o seu problema é falar, o Speak faz sentido sozinho. Se o vocabulário da área ainda é novo para você, o Journey vem primeiro.

Quantos termos e quantas lições tem cada área?

O Journey de cada área tem 10 unidades, 70 lições e cerca de 480 termos. O Speak tem 750 linhas de fala. Os números são os mesmos nas oito áreas.

O certificado vale como prova de nível?

Não. É um certificado de conclusão, disponível na sua conta quando você termina o curso. Não é diploma, não é exame de proficiência e não tem reconhecimento oficial. Ele comprova que você concluiu o curso e nada além disso.

O curso garante que vou falar bem em reuniões?

Não. Nenhum curso honesto garante isso. O Executive oferece vocabulário, situações e prática de fala. O resultado depende de quanto e como você usa o material, e de quanto pratica fora dele.

Minha área não está na lista. O que faço?

Hoje são oito áreas. Se a sua função não aparece, escolha a mais próxima somente depois de abrir a Unidade 1 grátis e conferir se o vocabulário se aplica ao seu trabalho. Se não se aplicar, é melhor esperar do que pagar por conteúdo que não vai usar.

Comece pela Unidade 1, de graça

A Introdução e a Unidade 1 de cada curso são grátis, com cadastro. Se não souber seu nível, faça o teste antes.

Para treinar isso

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