Inglês nível A1: o que se aprende, o que você deve conseguir dizer e como saber que está pronto para o A2
Resumo: O nível A1 é o começo da escala do Quadro Europeu: a pessoa se apresenta, faz e responde perguntas simples sobre si, pede coisas básicas e entende frases muito comuns ditas devagar. Na prática, é saber dizer quem você é, o que quer, o que tem e onde está, em frases curtas e corretas. Este guia lista as competências típicas, as frases que você deve conseguir dizer e entender, o vocabulário por tema, os erros mais comuns do brasileiro e um checklist para saber se está pronto para o A2.
Quem começa do zero costuma perguntar o que vai aprender, e a resposta mais comum que recebe é vaga: "o básico". O básico de quê? Quantas frases? Que situações? Sem essa descrição, o aluno não sabe se está avançando nem quando pode considerar o nível concluído.
Sou intérprete simultâneo há 25 anos e passei a vida entre duas línguas, mas me lembro bem de que todo falante já foi iniciante em algum idioma. O que mais ajuda nessa fase é saber, em termos concretos, o que se espera de você. Este guia descreve o A1 em linguagem prática: o que a pessoa deve conseguir dizer, o que deve entender, quais temas e palavras aparecem, onde o brasileiro costuma errar e como conferir se já dá para seguir adiante.
Uma observação sobre método. O A1 vem da escala do Quadro Europeu Comum de Referência, que é geral e não prescreve uma lista fechada de conteúdos. Cada curso e cada escola interpreta o nível à sua maneira. Por isso, o que descrevo aqui é uma síntese do que o nível costuma abranger, e não um programa oficial. Se você quer entender a escala inteira, o guia sobre os níveis do CEFR a explica.
O que o A1 descreve
Em linhas gerais, quem está no A1 entende e usa expressões cotidianas muito familiares e frases simples, voltadas a necessidades imediatas. Consegue se apresentar, apresentar outra pessoa, fazer e responder perguntas simples sobre dados pessoais, como onde mora, quem conhece e o que tem, desde que o interlocutor fale devagar, com clareza e esteja disposto a ajudar.
Traduzindo: o A1 não é o nível de "conversar". É o nível de sobreviver nas situações mais simples, com frases curtas, muitas vezes ensaiadas, e de entender o que é dito devagar e diretamente a você. Isso já é bastante coisa para quem partiu do zero. É a diferença entre travar completamente diante de um estrangeiro e conseguir dizer seu nome, pedir um café, perguntar o preço e explicar que não entendeu.
Também é útil saber o que o A1 não é. Não é o nível em que se acompanha uma conversa em ritmo normal, nem em que se conta uma história, nem em que se dá opinião. Esses desafios aparecem no A2 e, principalmente, no B1. O A1 constrói a base sobre a qual o resto se apoia, e uma base bem feita faz diferença para tudo o que vem depois.
As competências típicas do A1, em linguagem prática
Dividi o A1 em seis competências. Elas não são uma lista oficial; são uma forma de organizar o que o nível costuma pedir.
1. Saudar e se apresentar
Dizer olá, perguntar como a pessoa está, dizer o próprio nome, de onde você é, o que faz, a idade. Despedir-se.
Frases que você deve conseguir dizer:
- "Hello. My name is Ana."
- "Nice to meet you."
- "I'm from Brazil."
- "I live in Guarulhos."
- "I'm a teacher." / "I work in an office."
- "I'm thirty-five years old."
- "Good morning." / "Good night." / "See you tomorrow."
Frases que você deve entender:
- "What's your name?"
- "Where are you from?"
- "What do you do?"
- "How old are you?"
- "How are you?"
E responder: "I'm fine, thanks. And you?"
2. Falar de si e das pessoas próximas
Descrever, em frases curtas, família, casa, trabalho, gostos. Usar "have", "like", "live", "work" no presente.
- "I have two brothers and one sister."
- "My mother is a nurse."
- "I like music. I don't like football."
- "We live in a small apartment."
- "He works in a bank."
- "My friend is very nice."
Aqui aparece uma das armadilhas iniciais gramaticais: o -s do verbo na terceira pessoa. "He works", "she lives", "it has". Voltarei a isso na seção de erros.
3. Pedir coisas e perguntar o preço
Pedir comida e bebida, comprar algo simples, perguntar quanto custa.
- "Can I have a coffee, please?"
- "I'd like a sandwich."
- "How much is this?"
- "How much are these?"
- "It's ten reais."
- "That's all, thank you."
Entender:
- "Anything else?"
- "For here or to go?"
- "That's twenty-five reais."
- "Cash or card?"
4. Pedir e entender informações básicas
Perguntar onde fica algo, que horas são, como se escreve uma palavra. Entender indicações muito simples.
- "Where is the bathroom?"
- "Is there a pharmacy near here?"
- "What time is it?"
- "What time does it open?"
- "How do you spell your name?"
- "Turn left." / "Turn right." / "Go straight."
Muitas dessas frases funcionam como chaves: com poucas estruturas, você abre muitas situações. "Where is...?", "Is there...?", "What time...?", "How much...?" estão entre as mais rentáveis.
5. Falar do dia a dia, em linhas simples
Descrever a rotina em frases curtas, falar de horários, dias da semana, atividades comuns.
- "I get up at six o'clock."
- "I go to work by bus."
- "I eat lunch at noon."
- "On Saturdays I visit my parents."
- "I don't work on Sundays."
Aparecem aqui os verbos mais comuns (go, get, eat, work, study, watch, play, have, like, live, want), as horas, os dias da semana e as palavras de frequência mais simples, como "always" e "usually".
6. Lidar com o que você não entende
Esta é a competência mais subestimada, e a mais útil. Um aluno de A1 vai ouvir coisas que não entende o tempo todo. O que o diferencia é saber o que dizer quando isso acontece.
- "I don't understand."
- "Can you repeat that, please?"
- "Can you speak more slowly, please?"
- "What does 'delivery' mean?"
- "How do you say 'obrigado' in English?" (ou "How do you say 'janela' in English?")
- "Can you write it down, please?"
- "Sorry, my English is not very good."
Dominar essas frases dá autonomia. Em vez de travar, você pede o que falta, e a conversa continua. Como intérprete, digo que saber pedir repetição é uma habilidade profissional em qualquer nível, e ela começa aqui.
O que você deve conseguir entender
Compreender no A1 tem limites claros e é importante aceitá-los. Você entende:
- frases curtas, ditas devagar e com clareza, sobre assuntos que conhece;
- perguntas pessoais simples e comandos cotidianos;
- números, horas, preços e dias da semana ditos com calma;
- placas, avisos, cardápios simples e mensagens muito curtas;
- palavras e frases já estudadas, mesmo que ditas com sotaque levemente diferente do que você ouviu no curso.
O que costuma escapar: fala em ritmo normal, palavras ligadas umas às outras, contrações rápidas, sotaques variados e frases fora do que você estudou. Isso não é falha. Faz parte do nível, e o ouvido evolui com exposição e prática.
Daí a importância do áudio desde o início. Língua é som, e treinar o ouvido junto com o vocabulário evita o vício de aprender só pela escrita, em que a pessoa reconhece a palavra escrita e não a reconhece falada.
Vocabulário temático do A1
Um vocabulário amplo não é o objetivo do A1; um vocabulário útil e bem consolidado é. Os temas abaixo costumam aparecer. Não é uma lista fechada, e não vou inventar títulos de unidades de nenhum curso. É um mapa dos assuntos que o nível costuma tocar.
- Pessoas e apresentações: name, friend, family, mother, father, brother, sister, husband, wife, son, daughter.
- Países e nacionalidades: Brazil, Brazilian, the United States, American, Portugal, Portuguese.
- Profissões comuns: teacher, doctor, nurse, driver, student, engineer, manager, waiter.
- Números: de zero a cem, mais centenas e milhares simples para preços.
- Tempo: dias da semana, meses, horas, "morning", "afternoon", "evening", "today", "tomorrow", "yesterday".
- Casa e objetos: house, apartment, room, kitchen, bathroom, table, chair, bed, phone, key.
- Comida e bebida: water, coffee, tea, milk, bread, rice, beans, chicken, fruit, breakfast, lunch, dinner.
- Compras e dinheiro: price, cheap, expensive, cash, card, change, "How much is it?".
- Lugares na cidade: bank, pharmacy, supermarket, restaurant, hospital, station, bus stop, school, park.
- Direções: left, right, straight, near, far, next to, in front of, behind.
- Rotina e atividades: wake up, get up, work, study, eat, drink, sleep, watch TV, read, cook, walk.
- Cores e descrições simples: red, blue, green, black, white, big, small, new, old, good, bad, hot, cold.
- Clima simples: sunny, rainy, cold, hot, "It's raining."
Um conselho prático: aprenda esse vocabulário em frases e situações, não em listas soltas. "Bathroom" decorada isolada serve pouco. "Where is the bathroom?" serve imediatamente. Por isso os cursos bem organizados trazem o vocabulário dentro de contextos, e é por isso que o formato situação, pergunta e resposta funciona.
Estruturas gramaticais do A1
Não se estuda gramática pela gramática no A1. Estudam-se estruturas porque elas permitem dizer coisas. As mais comuns:
- Verbo "to be" no presente: I am, you are, he/she/it is, we are, they are. É a estrutura mais importante do nível. "I am a student." "She is tired." "They are at home."
- Verbo "have" para posse e família: "I have a car." "She has two children."
- Presente simples para rotina e fatos: "I work in São Paulo." "He lives near here."
- Negativa e pergunta com "do/does": "I don't like coffee." "Does she work here?" "Do you speak English?"
- There is / there are: "There is a bank near here." "There are two beds in the room."
- Can / can't para habilidade e permissão: "I can swim." "I can't come on Monday." "Can I sit here?"
- Imperativo para instruções simples: "Come in." "Sit down." "Turn left."
- Pronomes pessoais e possessivos: I/me/my, you/your, he/his, she/her, we/our, they/their.
- Artigos e plurais regulares: a/an/the, e o -s do plural: "one book, two books".
- Palavras interrogativas: what, where, who, when, how, how much, how many, why.
- This/that/these/those para apontar objetos.
- Preposições básicas de lugar e tempo: in, on, at, near, next to.
Esse conjunto é pequeno, mas rende muito. Com ele, dá para formar uma quantidade grande de frases úteis. No Journey, os níveis A1 e A2 trazem as explicações em português, o que facilita entender uma estrutura nova sem ter de decifrar a explicação em inglês antes de aprender o conteúdo.
Mini-diálogos que representam o A1
Os diálogos abaixo mostram o tipo de interação que se espera. Note como são curtos, diretos e previsíveis. É assim mesmo no A1.
Diálogo 1: conhecendo alguém
A: Hello. My name is Carlos. What's your name?
B: Hi, Carlos. I'm Julia. Nice to meet you.
A: Nice to meet you, too. Where are you from?
B: I'm from Brazil. And you?
A: I'm from Portugal. I live in Lisbon.
B: What do you do?
A: I'm a teacher. And you?
B: I work in a bank.
Diálogo 2: numa cafeteria
Atendente: Good morning. Can I help you?
Cliente: Good morning. Can I have a coffee, please?
Atendente: Sure. Anything else?
Cliente: Yes, a sandwich. How much is it?
Atendente: That's twenty-two reais.
Cliente: Here you are.
Atendente: Thank you. Have a nice day.
Cliente: You too.
Diálogo 3: pedindo informação
A: Excuse me. Is there a pharmacy near here?
B: Yes, there is. Go straight and turn left. It's next to the bank.
A: Sorry, can you repeat that, please?
B: Go straight, then turn left. It's next to the bank.
A: Thank you very much.
B: You're welcome.
Diálogo 4: não entendeu
A: What time does the store open?
B: It opens at nine thirty.
A: Sorry, I don't understand. Can you speak more slowly, please?
B: At nine thirty. Nine, three, zero.
A: Nine thirty. Thank you.
Repare no quarto diálogo. A pessoa não entendeu e conseguiu continuar, usando duas frases que o A1 ensina. Isso conta como sucesso de comunicação, e é muito mais importante do que a elegância da frase.
Erros comuns do brasileiro no A1
Estes são os erros que vejo com mais frequência. Quase todos vêm da tradução do português. Conhecê-los ajuda a corrigi-los cedo, antes que virem hábito.
1. "I have 30 years." Em inglês, a idade é dita com "to be": "I am thirty years old." O português usa "ter", e a tradução literal sai errada.
2. Esquecer o sujeito. Em português, o sujeito pode ficar oculto: "Está chovendo." Em inglês, o sujeito é obrigatório: "It is raining." Erro comum: "Is raining." Outro: "Is a good restaurant" em vez de "It's a good restaurant" ou "This is a good restaurant."
3. Esquecer o -s da terceira pessoa. "He work in a bank" deve ser "He works in a bank". No presente simples, só he, she e it levam -s. Esse erro persiste por muito tempo, mesmo em níveis mais altos, e vale atenção desde o início.
4. Misturar "do" e "does". "Does she works here?" está errado, porque o -s já foi para o "does". O correto é "Does she work here?". E "He doesn't likes coffee" deve ser "He doesn't like coffee".
5. Esquecer "do" nas perguntas e negativas. "You like coffee?" funciona na fala informal, mas o padrão é "Do you like coffee?". "I no like coffee" deve ser "I don't like coffee".
6. Colocar o adjetivo depois do substantivo. Em português, "carro vermelho". Em inglês, "a red car". O adjetivo vem antes.
7. Usar "am/is/are" com outro verbo. "I am go to work" mistura duas estruturas. Escolha: "I go to work" ou "I am going to work" (essa última é outra estrutura, que o A1 costuma deixar para depois).
8. "I am agree." O verbo é "agree", sem "to be": "I agree." Variante: "I don't agree".
9. Confundir "he" e "she". Em português, "ele" e "ela" vêm com outras marcas. Em inglês, pode acontecer de a pessoa trocar na fala por falta de automatismo. Treine com frases curtas em voz alta.
10. Plural esquecido. "Two brother" em vez de "two brothers". O português marca o plural em mais de uma palavra; o inglês marca só no substantivo (e em alguns determinantes: "these books").
11. Falsos cognatos. Palavras que parecem português e significam outra coisa. "Pretend" é fingir, não pretender. "Actually" é na verdade, não atualmente. "Library" é biblioteca, não livraria. Para cada palavra "igual ao português", vale confirmar o sentido.
12. Pronúncia do "-ed" e do "th". Dizer "talked" com um "e" claro, ou trocar "think" por "sink" ou "tink". A pronúncia é parte do A1, mesmo que o nível não exija perfeição. O importante é ser compreendido.
13. Adicionar vogal no fim das palavras. Dizer "hotchi" para "hot" ou "bookee" para "book". O português tem sílabas terminadas em vogal, e a tendência é acrescentar uma. Treinar o final seco é um dos ganhos de pronúncia mais valiosos desde cedo.
14. Falar baixo ou em silêncio por medo de errar. Não é erro de gramática, mas é o que mais atrapalha. No A1 você vai errar, é esperado. Quem fala errando evolui; quem espera falar certo para falar não evolui. O guia sobre como perder o medo de falar inglês trata disso.
15. Traduzir palavra por palavra. "I am with hunger" para "estou com fome" deve ser "I am hungry". Cada língua monta o sentido a seu modo, e as expressões de sensação ("hungry", "thirsty", "cold", "afraid") usam "to be" mais um adjetivo.
Como estudar o A1
Algumas orientações simples, que valem para qualquer método.
Faça pouco, todos os dias. Quinze a vinte minutos diários rendem mais que duas horas aos sábados. O guia sobre rotina de estudo de 20 minutos detalha a ideia.
Ouça e repita em voz alta. Língua é som e movimento da boca. Ler em silêncio não treina o que você precisa na hora de falar.
Aprenda em frases completas. Cada palavra nova deve vir dentro de uma frase que você poderia dizer de verdade.
Revise o que já viu. O A1 é feito de poucas estruturas repetidas muitas vezes. A revisão espaçada ajuda a fixar.
Use o que sabe, mesmo pouco. Descreva em voz alta o que você vê ao seu redor ("This is a table. The window is open."), diga seus planos do dia ("Today I work. I eat lunch at noon."). Parece infantil e funciona.
Não pule o A1. A tentação de ir para um nível mais alto "porque já sei o básico" é comum. Se há lacunas, elas aparecem depois, em forma de dificuldade difusa.
Na Inglespetacular, o Journey organiza cada nível em 10 unidades e 100 lições, com áudio, e os níveis A1 e A2 trazem explicações em português. O Speak complementa com 750 linhas de fala por nível, no formato situação, pergunta e resposta em voz alta. No fim de cada unidade do Journey, uma ponte leva à unidade correspondente do Speak. A Introdução e a Unidade 1 são grátis em ambos, e cada curso tem o preço informado na página dele. Não há promessa de prazo ou resultado: o que os cursos oferecem é material, ordem e volume. Detalhes em /cursos/journey/ e /cursos/speak/.
Como saber que você está pronto para o A2
Não há um sinal único. Use o checklist abaixo. Marque o que você consegue fazer sem consultar e sem se preparar, em voz alta.
Apresentação
- [ ] Digo meu nome, de onde sou, onde moro, o que faço e minha idade, sem hesitar.
- [ ] Faço as mesmas perguntas a outra pessoa.
- [ ] Apresento um amigo: "This is my friend Paulo. He's a doctor."
Fala sobre o cotidiano
- [ ] Descrevo minha rotina em seis ou oito frases curtas.
- [ ] Falo da minha família e dos meus gostos usando "have", "like" e "live" sem confusão grande.
- [ ] Uso "he/she works" com o -s na maioria das vezes.
Situações práticas
- [ ] Peço comida ou bebida e pergunto o preço.
- [ ] Pergunto onde fica algo e entendo uma resposta simples, com pedido de repetição se precisar.
- [ ] Digo as horas e entendo horários ditos devagar.
Compreensão
- [ ] Entendo as perguntas pessoais mais comuns quando feitas devagar.
- [ ] Entendo números, preços e horas ditos com clareza.
- [ ] Sei dizer "Can you repeat that, please?" e "Can you speak more slowly?" sem ficar travado.
Estruturas
- [ ] Formo perguntas com "do/does" e negativas com "don't/doesn't".
- [ ] Uso "there is/there are" e "can/can't" em frases próprias.
- [ ] Reconheço e evito os erros mais comuns da lista acima, ou ao menos os percebo quando cometo.
Como interpretar o resultado. Se você marcou quase tudo, provavelmente está pronto para o A2. Se marcou muito pouco, vale continuar no A1 e revisar. Se ficou no meio, identifique os itens em branco e trabalhe só neles. Um bom teste adicional é abrir a Introdução e a Unidade 1 do A2, no Journey e no Speak: se o conteúdo está desafiador, mas possível, você provavelmente está no ponto certo. Se está incompreensível, volte ao A1 por mais um ciclo.
Para uma referência externa, use o teste de nivelamento, lembrando que testes são aproximações. O guia sobre como descobrir seu nível mostra como cruzar o teste com a prática.
O que vem depois: o A2 em duas linhas
No A2, você deixa de depender só de frases ensaiadas. Passa a falar do passado recente, a descrever lugares e pessoas com um pouco mais de detalhe, a conversar em tarefas rotineiras sem roteiro tão rígido e a ler mensagens curtas com mais autonomia. É o degrau em que o inglês começa a "soltar". O Journey A2 também traz explicações em português, o que ajuda na passagem.
Para onde ir daqui
Se você está começando, abra a Introdução e a Unidade 1 do Journey A1, grátis, em /cursos/journey/, e diga em voz alta as frases que ouvir. Se já sabe alguma coisa e quer confirmar o ponto de partida, faça o teste de nivelamento e use o checklist deste guia.
Escolha hoje cinco frases da seção de competências, as que você mais usaria na semana, e diga cada uma em voz alta três vezes. É um começo pequeno e concreto, e o A1 se constrói assim.
Eu escrevo e reviso. Se encontrar algo errado, avise.
Perguntas frequentes
O que é o nível A1 de inglês?
É o nível inicial da escala do Quadro Europeu Comum de Referência. Descreve alguém que usa expressões cotidianas muito familiares e frases simples para necessidades imediatas, que se apresenta e faz perguntas pessoais básicas, quando o interlocutor fala devagar e com clareza.
Quantas palavras preciso saber no A1?
Não há um número oficial confiável, e contar palavras diz pouco. Mais útil do que um total é saber usar, em frases, o vocabulário dos temas cotidianos: apresentação, família, comida, compras, horas, lugares e rotina. Dominar bem poucas palavras em frases úteis vale mais do que reconhecer muitas soltas.
Preciso saber toda a gramática do A1 para passar ao A2?
Não é preciso saber tudo de forma perfeita. O objetivo é ter as estruturas principais (to be, have, presente simples, do/does, there is/are, can) disponíveis para uso em frases simples, ainda que com alguns erros. A perfeição vem com a prática e com os níveis seguintes.
Quanto tempo leva para completar o A1?
Depende do ponto de partida, da regularidade e do tipo de estudo, e não há prazo confiável. Quem estuda quinze a vinte minutos por dia, com áudio e fala em voz alta, tende a avançar melhor do que quem estuda muito de vez em quando. Meça por tarefas, usando o checklist, não por calendário.
Dá para aprender o A1 sozinho?
Dá, com material bem organizado, áudio e disciplina. O que costuma faltar sozinho é correção e fala em voz alta. Gravar a si mesmo e comparar com um modelo ajuda. Um curso estruturado ajuda a manter a ordem.
O Journey A1 tem explicações em português?
Sim. Os níveis A1 e A2 do Journey trazem explicações em português. Cada nível tem 10 unidades e 100 lições, em áudio. A Introdução e a Unidade 1 são grátis, para você ver o formato antes de pagar.
Qual a diferença entre o Journey A1 e o Speak A1?
O Journey ensina o conteúdo, com lições em áudio. O Speak faz você falar, em situação, pergunta e resposta, com 750 linhas por nível. Para quem está começando do zero, o Journey costuma ser o ponto de partida, com a ponte para o Speak ao fim de cada unidade para treinar em voz alta o que foi aprendido.
O certificado do curso vale como prova de nível A1?
Não. O certificado de conclusão atesta que você terminou o curso, e não tem reconhecimento oficial de proficiência.
Comece pela Unidade 1, de graça
A Introdução e a Unidade 1 de cada curso são grátis, com cadastro. Se não souber seu nível, faça o teste antes.